TV Centro Sul

segunda-feira, 9 de março de 2015

Discurso de Dilma Rousseff acaba em vaias

Bastou a presidente Dilma Rousseff aparecer na TV, na noite de ontem, para os apitos e cornetas começarem a soar em várias partes do País. Em Brasília, o panelaço - acompanhado de gritos e xingamentos - foi gravado por vários internautas e, em minutos, compartilhado pelas redes sociais. 

Os que foram para as janelas dos prédios gritar “Fora, Dilma!” nem ouviram quando a presidente  pediu apoio da população e do Congresso Nacional para a implementação de medidas que afetam a "todos" e disse que as críticas contra o governo são "injustas". 
O protesto foi articulado pelas redes sociais e, em Brasília, ocorreu principalmente nas regiões de classe média, protagonizado notadamente pelos moradores de apartamentos. Na capital federal, houve registros de manifestações em  Águas Claras, Sudoeste, Asa Norte, Asa Sul, Taguatinga e Guará. 
O “Panelaço nas Janelas”, compartilhado via Facebook e Whatsapp, convidava as pessoas a “vaiar muito” a presidente Dilma, durante o pronunciamento no rádio e na TV, agendado por ocasião do Dia da Mulher. 
A convocação também mencionava que valeria “disparar alarmes de casas e carros”. O resultado foi muito barulho.   
Economia
Durante o pronunciamento,  a petista defendeu as medidas econômicas que estão sendo adotadas para o país voltar a crescer. Segundo ela,  na tentativa correta de defender a população, o governo absorveu, até o ano passado, todos os efeitos negativos da crise econômica internacional, lançando mão do orçamento para proteger o crescimento, o emprego e a renda das pessoas, mas não havia como prever que a crise mundial duraria tanto tempo.
Dilma destacou que as correções e ajustes na economia, mesmo que signifiquem alguns sacrifícios temporários para todos e críticas injustas e desmesuradas ao governo, são a forma de dividir a carga negativa com os setores da sociedade. “São medidas para sanear as nossas contas e, assim, dar continuidade ao processo de crescimento com distribuição de renda, de modo mais seguro, mais rápido e mais sustentável”.
A presidente destacou que as correções estão sendo feitas de forma com que todos suportem a sua aplicação. “As medidas estão sendo aplicadas de forma que as pessoas, as empresas e a economia as suportem. Este processo vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia.  Mais importante, no entanto, do que a duração dessas medidas será a longa duração dos seus resultados e dos seus benefícios. Que devem ser perenes no combate à inflação e na garantia do emprego”.
Dilma lembrou que as medidas incluíram o corte de gastos do governo, a revisão de certas distorções em alguns benefícios e a redução, parcial, de subsídios de créditos e desonerações nos impostos, “dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo”.
Paciência
Em seu pronunciamento, ela ressaltou a importância da população em todo esse processo de retomar o crescimento do País. “Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar. Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira. O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários - e esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento”.
Em pelo menos cinco capitais
Não foram só os moradores de Brasília que resolveram protestar contra a presidente Dilma Rousseff. Ela foi vaiada nas ruas de ao menos cinco capitais durante o pronunciamento de rádio e TV, ontem à noite. Durante a fala, motoristas fizeram buzinaços em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba. Em São Paulo, nas janelas dos prédios, moradores batiam panelas, xingavam a presidente, enquanto piscavam as luzes dos apartamentos.  As pessoas gritavam das janelas dos prédios, principalmente, mas também de dentro dos carros.
Saiba mais
A menção da presidente Dilma Rousseff ao Congresso Nacional, durante o pronunciamento, reflete as dificuldades que o governo vem enfrentando nas Casas Legislativas dominadas por um PMDB cada vez mais arredio, com seus dois presidentes culpando o Planalto pela sua inclusão na lista de investigados da Operação Lava Jato, que apura corrupção na Petrobras.
Sobre a  Lava Jato em si,  durante sua fala, a presidente Dilma defendeu brevemente a "apuração ampla" sobre os "episódios lamentáveis  contra a Petrobras”.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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