segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ministro da Educação diz que cotas serão necessárias 'enquanto houver racismo'



Ministro da Educação há cerca de um mês, Renato Janine Ribeiro afirmou que as cotas sociais e raciais serão necessárias "enquanto houver racismo". Em entrevista ao G1, ele ressaltou que a medida foi criada para ser provisória, mas só deve deixar de existir quando a discriminação for superada. "Agora, é uma realidade empírica que quando você vai, nos ambientes, vamos dizer, mais destacados, seja do dinheiro, seja da cultura, seja do poder, você encontra relativamente muito poucos negros ou descendentes de indígenas. Então, isso requer medidas", disse Janine ao G1. A política de cotas raciais e sociais foi adotada pelo MEC para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2012. No ano seguinte, universidades federais e institutos tecnológicos separaram 12,5% de suas vagas para estudantes de escolas públicas e, dentro desse percentual, uma parcela para alunos negros ou indígenas. Desde então a taxa cresceu anualmente e, em 2016, 50% das vagas serão destinadas a cotistas. Janine é professor titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo (USP) e assumiu a pasta no início de abril, depois de Cid Gomes deixar o cargo.

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