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segunda-feira, 18 de maio de 2015

PDT se afasta dos petistas em 20 Estados

A votação em bloco dos 19 deputados do PDT contra o ajuste fiscal da presidente Dilma Rousseff foi um sintoma. Outro foram as declarações do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, que disse numa reunião interna que o PT “roubou demais”, segundo o jornal 

O Estado de S. Paulo. “O PT exauriu-se, esgotou-se. Olha o caso da Petrobras. A gente não acha que o PT inventou a corrupção, mas roubaram demais”, disse Lupi na ocasião. Mirando as eleições de 2016, o PDT já articula a formação de uma bancada “independente” no Congresso Nacional e negocia alianças inclusive com partidos de oposição para lançar candidatos a prefeito e vice-prefeito na maioria das capitais.


Apesar de ocupar o Ministério do Trabalho desde 2007 e de ser um aliado histórico dos petistas, o PDT viu sua parceria com o PT minguar depois das eleições de 2014. Em ao menos 20 estados, os pedetistas estão parcial ou totalmente em campo oposto ao dos petistas. “O PT quer receber nosso apoio, mas é difícil ter reciprocidade. E isso vai ser levado em conta pelos membros do partido na hora de deliberar sobre a aliança nacional”, afirma o presidente do PDT, Carlos Lupi.

Nos dois estados governados pelo PDT e nos cinco comandados pelo PT, a aliança dos dois partidos é sólida apenas em um: no Acre. No Amapá e em Mato Grosso, governados pelos pedetistas Waldez Góes e Pedro Taques, respectivamente, os petistas engrossam as bancadas de oposição. Já nos estados governados pelo PT, a aliança está estremecida na Bahia, no Ceará e Piauí. Em Minas Gerais, onde é tradicional aliado de Aécio Neves (PSDB), o PDT declara-se “independente” da gestão Fernando Pimentel (PT).

O desembarque do PDT do governo Dilma é incentivado pelos dois governadores e por cinco dos seis senadores do partido. O tema será discutido na reunião do diretório nacional. Ao mesmo tempo, deputados assumem uma postura mais agressiva diante do governo Dilma. “Sem acenos do governo às nossas posições ideológicas de defesa dos trabalhadores, o caminho natural é a independência”, diz o deputado Félix Jr (BA).

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