terça-feira, 28 de julho de 2015

Operação Lava Jato agora na Eletronuclear

Em Brasília, ninguém esperava que a Operação Lava Jato iniciasse tão cedo investigações fora dos limites da Petrobras. A expectativa inicial de políticos e autoridades era que a investigação ainda fosse se restringir durante muito tempo aos escândalos de corrupção na estatal. Mas a fase deflagrada hoje com investigação de propina em contratos da Eletronuclear para construção de Angra 3 acendeu a luz amarela no mundo político da capital. E mostra que o setor elétrico também entrou no foco da investigação.
No PMDB, o clima é de preocupação com a nova fase da Lava Jato. Avaliação feita por alguns caciques da sigla nesta manhã é que as investigações nas obras de Angra 3 terá o partido como foco. Isso porque lá atrás, o ex-presidente da Camargo Correa, Dalton Avancini, já indicava que a propina era direcionada ao partido.

Desde o início, os primeiros relatos da investigação já apontavam que o esquema era bem mais amplo e sinalizava para a existência de corrupção generalizada, não só nas empresas estatais, mas até mesmo em bancos públicos.

Nas palavras de um ministro, surpreso com a nova fase da operação, a investigação da Lava Jato passou a atuar ao mesmo tempo em todas as direções.

Blog do Camarotti

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