quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Água do mar poderá abastecer os cearenses

Apostar na transposição do rio São Francisco chegando ao Ceará. Racionalizar o consumo da pouca água que o Ceará ainda tem nos reservatórios — 11,9% do volume total, até ontem. Dar continuidade e intensificar ações de perfurar e instalar poços, montar adutoras e enviar carros-pipa. São algumas propostas do Governo do Estado para conviver com um provável quinto ano de estiagem. E 2016 traz ainda o desafio de pensar alternativas para dessalinizar a água do mar pela primeira vez em larga escala no Ceará.
Em reunião com a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), o governador Camilo Santana (PT) pediu à pasta o estudo de alternativas para dessalinizar a água do mar em grande escala, abrangendo possivelmente o Porto do Pecém, Fortaleza e municípios do litoral. A informação foi dada ontem, durante o evento, pelo chefe de gabinete do governador, Élcio Batista. A fase atual é de pesquisar qual tecnologia adotar e quem investirá no projeto, detalhou Francisco Teixeira, titular da SRH.
A tarefa é buscar equilíbrio entre o preço da água a ser ofertada e um baixo custo energético. O gasto excessivo de energia é um dos entraves para usar o modelo de dessalinização adotado em Israel e nos Estados Unidos. “Nós passamos 2015 recebendo visita de vários empreendedores nesta área. Estão surgindo novas tecnologias”, disse o secretário.
Complementar à ideia da dessalinização, o Estado também aguarda estudos para o reuso da água. A intenção é tratar a água residual do esgoto e ofertar para indústria, com pesquisas em andamento na Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).
Ainda conforme Teixeira, a gestão da água será pensada com base no pior cenário possível. Ou seja, mais estiagem e nenhum aporte nos açudes. No entanto, o planejamento seguirá a dinâmica das chuvas no primeiro semestre. Tauá e Arneiroz, por exemplo, são municípios favorecidos pelas chuvas de janeiro, na pré-estação.

Para o segundo semestre, período mais crítico pela ausência das chuvas, uma grande aposta é a transposição do rio São Francisco. Os gestores cearenses acompanham de perto a promessa do Governo Federal de entregar a obra até julho deste ano, garantindo segurança hídrica para cerca de 70% dos habitantes do Estado. O POVO

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