quarta-feira, 6 de abril de 2016

Ceará registra 15 mortes e 76 casos de microcefalia; vírus zika causou oito óbitos

O surto de microcefalia nos estados brasileiros continua vitimando os bebês cearenses. Entre outubro de 2015 e a primeira semana de abril deste ano, foram confirmados 76 casos da má-formação no Ceará, e mais 247 estão sendo investigados. De acordo com boletim da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), 15 bebês morreram pela má-formação, e em oito casos foi identificada a presença do zika vírus. Mais 13 óbitos estão sob investigação.

No Ceará, 95 municípios registraram casos suspeitos de microcefalia e 26 confirmaram o diagnóstico da má-formação. Somente em Fortaleza, foram contabilizadas três mortes em consequência da doença e mais seis estão sob suspeita.

Cenário nacional

O Ministério da Saúde divulgou que 1.046 bebês nasceram com microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, desde que a relação entre o vírus zika e a má-formação passou a ser investigada. Em uma semana, foram confirmados 102 novos casos.

De todas as confirmações, 170 tiveram relação com o vírus zika. De acordo com o boletim, 4.046 outros casos notificados como suspeitos de terem microcefalia estão em investigação e 1.814 foram descartados.

O que é a microcefalia

A microcefalia é uma condição neurológica em que a cabeça do recém-nascido é menor quando comparada ao padrão daquela mesma idade e sexo. Neste caso, os bebês com essa má-formação congênita nascem com um perímetro cefálico menor do que o normal. O Ministério da Saúde estipula medidas máximas para suspeita de microcefalia: 31,9 centímetros para meninos e 31,5 para meninas. Ou seja, serão notificadas crianças com o perímetro da cabeça menor ou igual à medida estipulada.

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